Reflexões

Amor que não aprisiona

Sobre a diferença entre amar alguém e querer controlá-lo.

Existe uma confusão comum entre amar profundamente e querer controlar. O amor verdadeiro deseja o bem do outro, mesmo quando esse bem significa liberdade — liberdade de escolher, de crescer, de seguir caminhos que nem sempre coincidem com o que gostaríamos.

Amor que aprisiona costuma vir disfarçado de cuidado excessivo, ciúme constante ou medo de perder o outro. Mas o amor que sufoca, ainda que bem-intencionado, machuca tanto quanto a indiferença.

Amar sem aprisionar exige confiança — em Deus, no outro, e também em si mesmo. Significa aceitar que não temos controle total sobre as pessoas que amamos, e que tentar tê-lo geralmente afasta o que mais desejávamos manter perto.

Um amor que dá espaço, que permite crescimento, que não exige posse, costuma ser mais duradouro do que aquele que tenta prender à força o que só se mantém por livre escolha.

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