Reflexões
Perdão como ato de amor
Sobre o perdão não como esquecimento, mas como escolha de amor diante da dor.
Perdoar costuma ser mal compreendido como fingir que nada aconteceu, ou como obrigação de voltar a confiar cegamente em quem causou dor. Não é isso. Perdão é, antes de tudo, uma decisão interior de não deixar que o mal recebido continue governando o próprio coração.
É possível perdoar e, ainda assim, manter distância de quem machucou. Perdão não exige reconciliação automática, principalmente quando a confiança foi seriamente ferida. O que ele exige é a liberação interna da amargura que, se guardada, costuma prejudicar mais quem a carrega do que quem a causou.
Perdoar é, nesse sentido, um ato de amor — não necessariamente pelo outro, mas por si mesmo, pela própria liberdade interior. Também pode ser um reflexo do amor que já recebemos, ao lembrarmos de quantas vezes já precisamos ser perdoados.
Não existe um tempo certo para perdoar, nem uma fórmula fácil. Mas é possível pedir, aos poucos, a coragem de caminhar nessa direção, sem pressa e sem cobrança de si mesmo.
Colossenses 3:13 (ARC)
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